| Rio visto de Igatu |
| Maragojipe, onde o rio desemboca |
| Rio visto de Igatu |
| Maragojipe, onde o rio desemboca |
Enquanto estávamos na Pratinha, vimos uma equipe da TV Record gravando lá.
O silêncio do lugar era tal, que, mesmo distantes, conseguíamos ouvir claramente o que a repórter [Mirella Cunha] falava , gravando a “passagem” repetida 1488 vezes: “Este rio de águas cristalinas é considerado um dos menores do Brasil. Só pra você ter uma idéia, são 800 metros de extensão”.
E não é que Miliane assistiu quando passou no “Hoje em Dia Bahia”??? E ainda achou o vídeo da matéria na net. Assistam e confiram nossos 3 segundos de fama, enquanto estávamos tomando banho no Rio Pratinha:
Fama é pra quem pode, não pra quem quer… hahahahaha
Eu posso assinar embaixo de cada palavra que Flávia disse no post do Orquidário, sobre “todos podem ir à Chapada”.
Sou "velha", sedentária, mole e ainda tenho Condromalácia Patelar Grau II nos dois joelhos. E fui, curti, enfrentei meus limites, às vezes querendo, outras vezes indo sem saber, e até mesmo puxada/empurrada, como foi no dia do Poço do Diabo. Mas não me arrependo de nada, quero dizer, acho que me arrependo de ter enfiado Delicinha na estrada horrível de Igatu – não recomendo pra ninguém ir de carro, só de helicóptero. Talvez se não tivéssemos ido a Igatu não teriam acontecido as agonias com os pneus: não teríamos perdido tanto tempo na troca dos dois primeiros, e consequentemente chegaríamos mais cedo, não pegando neblina na estrada e nem cairíamos no buracão que detonou os outros dois. Mas… não dá pra voltar no tempo, então, só deixo o registro: Igatu é dispensável, na minha humilde opinião.
No mais, tudo o que escolhemos fazer, todos os lugares em que estivemos foram maravilhosos. No primeiro dia de passeios detonamos os músculos da coxa descendo a Lapa Doce e depois subindo o Pai Inácio. No outro dia começamos lightmente pelo Orquidário, mas aí Flávia inventou de ir em “Mucugezinho” que eu nem sabia que era só o “Rio Mucugezinho” (achava que era um povoado)… e depois fomos indo, indo, indo… até chegar ao Poço do Diabo, onde eu e Mirian nos jogamos na água deliciosamente gelada – assunto pra outro post, e quanto mais a gente descia mais eu pensava em como seria na volta. Pedi, mesmo implorei pra parar, pra voltar, pra ficar e esperar elas irem e voltarem… mas não me deixaram. Éramos mesmo as 4 mosqueteiras mochileiras como disse Marido, e ninguém abandonou ninguém em momento algum. Todas as coisas boas e as menos boas foram partilhadas igualmente.
Na saída do Albergue, em Palmeiras – Dia 3
Este post pode parecer o último, mas nem é. É só que hoje bateu uma saudade danada das meninas, e, uma semana depois, resolvi fazer meu “balanço pessoal” da viagem. Fá é amiga de muitos anos, Mirian amiga recente, e Miliane eu praticamente só conhecia virtualmente, mas ainda assim dormimos juntas, sorrimos e sofremos, choramos (só de rir), dividimos a mesma garrafinha de água e hidrotônico, o macarrão com azeite e atum que fiz no albergue (e elas comeram tudinho, dizendo que estava delicioso, mas acho que era a fome…)
Não emagreci, como achei que aconteceria nesses dias de caminhada, acho que a boca trabalhou tanto quanto as pernas, mas pelo menos não engordei. Estou no lucro!
Financeiramente não sei dizer quanto gastamos, ou quanto eu gastei especificamente. Existe uma planilha [até com uma página “Quem deve a quem” que nossa gerente financeira com experiência fez e eu só vi na hora dos acertos finais], mas eu, como boa comunicóloga e DDA, mal consegui registrar os gastos que fiz, e nem consigo entender o que lá está registrado. Mas, quer saber? Se fosse pra gastar o dobro (e eu tivesse), fazia tudo de novo. [Excluindo Igatu, of course!]
E o balanço deste blog??? Positivíssimo, sem dúvida! Jogando a modéstia no lixo, que lá é que é o lugar dela, nós quatro temos dado conta do recado direitinho. As quatro escrevem bem, sem grandes pecados contra a língua-mãe, com humor, coerência e bom senso. E é gostoso demais ver que outras pessoas passam por aqui, comentam, fazem referência “na vida real”, curtem no Facebook, participam conosco dessa aventura toda!
Mas o melhor “balanço” é mesmo o das fotos. Errr… qualitativamente, porque quantitativamente eu tô com preguiça de ir olhar quantas tem. Mas tem um montão, que eu sei. Maidenãoseiquantos gigas de fotos lindas! Ainda bem que minha conta do Flickr é PRO, então não temos limite para hospedar as fotos e a Galeria está ficando pronta, demora um pouco porque de todo jeito as fotos precisam ser minimamente selecionadas, e como estão todas no meu notebook, sou eu que estou fazendo isso. Mas já fechamos o segundo dia, e Mirian colocou algumas do orquidário (Dia 3). Já já chegam os outros três dias.
Bom, meu surto de emoção chegou e já está indo embora, à medida em que o sono está chegando. Boa noite procês que ficam, e, meninas, mais uma vez eu digo: Foi bom demais! Valeu TUDO! E que venham as próximas, porque eu não sou de ficar quieta no lugar muito tempo, não!!!
| Foto: Anabel Mascarenhas |
| Foto:Anabel Mascarenhas |
| Foto: Flávia Maciel |
| Foto: Anabel Mascarenhas |
| Foto: Anabel Mascarenhas |
| Foto: Anabel Mascarenhas |
| Foto: Flávia Maciel |
| Foto: Flávia Maciel |
| Foto: Anabel Mascarenhas |
| Foto: Flávia Maciel |
Sei que vem por aí o post do orquidário, com fotos fantásticas, mas eu queria agora era falar da praça principal de Mucugê. Interessante foi que, pouco antes de sairmos em direção à Mucugê, Marido havia me dito que tinha saído pra fotografar, em Ilhéus, a Praça Cel. Pessoa,no centro da cidade, completamente esburacada, nem cara de praça tem. E olha que já são quase 2 anos de mexe e remexe na praça e na rua Sá Oliveira, que virou um calçadão (igualmente esburacado) adjacente a ela. Veja a indignação de Marido aqui.
Mas quando chegamos numa cidade minúscula, encrustada nas pedras da Chapada, com clima desértico, pouca água, rios secos, e a praça principal tem um jardim nesse nível, o que podemos pensar???
Não são flores comuns, são hortênsias, copos-de-leite, gérberas, íris, begônias, rosas, margaridas… todas as cores e tamanhos são ali representadas. Será tão difícil e caro assim, manter uma praça florida e limpa, como a de Mucugê? Nada! É a Dona Dilma, moradora da cidade que cuida do jardim, como se fosse dela. A única reclamação que faz é que cuida sozinha, mas na hora que a igreja precisa de flores, correm pra pedir. Ela não nega ajudar, e é claro que arrancar algumas flores da praça pra enfeitar a igreja não vai acabar com o jardim, mas como ela disse, em dia de casamento, o bicho pega!
E ainda tem pessoas (como eu) que pedem mudas… e ela fica sem jeito de dizer não, termina mostrando as que podem dar mudinhas sem estragar as “originais”. Nós trouxemos mudas de íris e de uma begônia cor-de-vinho, espero que “peguem” bem!
D. Dilma com a netinha Ana Laís, no colo