terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A previsão do tempo e o não cumprimento dela


Este post tinha que ficar pra mim, porque quando eu soube da previsão do tempo já meio que fiquei bitolada. Pensem numa pessoa frienta!? Pois é, sou eu! Só de pensar que a temperatura por lá poderia bater na casa dos 16ºC já tratei de pegar moleton, mantinha, catar meia, procurar blusa 2ª pele, Bel até levou um gorro pra mim e Flávia que apareceu com uma luva? Não posso esquecer de nossas capas de chuva. Acabei levando uma mala só pra esse suprimento básico de sobrevivência contra o frio.
Primeira noite, nada de frio. Na manhã seguinte, idem. Pensei logo: tem alguma coisa errada, como é que o Climatempo errou feio assim!? Os outros dias chegaram e nem um friozinho bateu em nossa janela. Sabe aquela mala para o frio? Nem abri! Tirando Flavitcha que estava com uma gripe braba (que dó, que dó, que dó) e usou o casaco algumas vezes, eu e as outras meninas quase não usamos os nossos durante o dia.



O dia sempre começava nublado, mas não chovia, não esfriava (batia uma brisazinha no início da noite) e no final era só sol e céu azul lindo.



Os itens essenciais (fora a água e o hidrotônico) foram o boné e o filtro solar, esses sim foram bastante usados.

Com o sol e calor durante os passeios o que mais desejávamos era água, água pra beber e água para refrescar o corpo.


Conclusão: fomos trolladas pelo tempo.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Hospedagem


Acho que este é um dos posts mais importantes e acabamos não dando prioridade a ele. [Exatamente por isso! Responsabilidade grande, a gente termina procrastinando...]

Quando decidimos pelas cidades que seriam nossos pontos de apoio, Palmeiras e Andaraí, começamos a procurar e reservar pousadas/hotéis/albergues. E posso dizer que as escolhas não poderiam ter sido melhores.

Mírian foi a responsável pela escolha, e foi muito feliz. Convém dizer que essas foram as primeiras opções que apareceram nos sites de busca, e também as que responderam mais rápido. O Hostel de Palmeiras não recebia cartão de crédito, a Pousada Sincorá aceitou.

Passamos os 2 primeiros dias em um quarto coletivo com 3 beliches (mas só ficamos as 4 lá) no hostel (albergue) Caminhos da Chapada (Palmeiras) e os últimos dias em um quarto triplo na Pousada Sincorá (Andaraí).

O albergue funciona numa casa histórica que tinha sido "a principal sede do comércio de diamantes e do Hotel Barroso. Fundado em 1967, ficou conhecido como a principal hospedaria dos caixeiros viajantes que passavam pela Chapada Diamantina".


Como foi reformado recentemente, e também recentemente integrado à Hostelling International, estava tudo muito bem arrumadinho, como é usual nos albergues. Os quartos limpos e sem cheiro de mofo (que é comum em casas antigas), roupa de cama cheirosa, banheiro gostoso, quente e limpo, decoração rústica e agradável, muitas flores, preocupação ecológica (coleta seletiva de lixo), estacionamento privativo nos fundos, enfim, só qualidades.

Estacionamento

Mesas para o café da manhã
Coleta seletiva de lixo
Decoração antiga
Computador com internet R$ 2,00 a hora. O valor de 5,00 o dia é pra quem tem o próprio notebook.
Entrada dos banheiros






Cozinha do Alberguista, com fogão, geladeira, todos os utensílios...
no melhor estilo "use e limpe após o uso".
E nós aproveitamos, na segunda noite EU (Bel) fiz um macarrão com atum delicioso, Mírian que o diga!!!




Ingredientes



O flagra!!!
Disponibilidade de bebidas à venda





Muitas flores na área, um lugar muito agradável!

Mas acima de todas as vantagens (inclusive o preço!) ficou o atendimento. A proprietária, herdeira dos proprietários originais do Hotel Barroso, mora em Salvador, e vai para lá uma semana por mês, mas deixa funcionários treinados e atenciosos.

Na Sincorá encontramos o Seu Helder, dono da pousada. Sua esposa, Ana, estava viajando, e ele segurou a pousada "na unha", sozinho! Arrumando, cozinhando, atendendo nossas solicitações com a maior boa vontade. Pessoa muito solícita, nos deu dicas de passeios, fez um café da manhã dos deuses com direito a uma panqueca deliciosa e disputadíssima. Se bater a fome no final da noite, pode ligar para o disk pizza, ops, pode pedir para ele fazer uma pizza da "hora". Bom, a Sincorá é muito acolhedora, você se sente literalmente em casa. Na sala tem um piano (com direito a um mini concerto de Bel - post futuro), coleções de filmes, o lugar tem até uma biblioteca com uma coleção gigantesca da National Geografic. Fiquei encantada pelo zelo no lugar.


Filmes


Biblioteca


National Geografic

Café da manhã

Seu Helder fazendo as panquecas...

E a dita cuja, DE-LI-CI-O-SA!!! (disputada a tapa!!!)

Eu no piano - afinadíssimo!

E pra quem está perguntando pela indispensável: internet. Sim! Nos 2 lugares têm wi-fi. Uhuu!!!

Abaixo os valores que pagamos pelas diárias com direito a café da manhã.

Caminhos da Chapada
Quarto coletivo: R$ 30,00
Internet: paga - mas não pagamos. A proprietária não lembrou de cobrar e nós não lembramos de pagar. (Era uma taxa de R$ 5,00 por dia, pra todas)

Pousada Sincorá
Quarto triplo: R$ 166,50 (quer dizer, quádruplo. Esqueceram de mim? Flávia?)
Internet: grátis

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Item 5




Existe um projeto chamado 101 coisas em 1001 dias, veja aqui ,em português.



A minha lista está na versão 2.0 e desde a 1ª meu item 5 é: " 5 - ir na Chapada agosto/2011 " .
Com isso já dá pra ter noção o quanto eu queria ir naquele lugar, né!? Mas confesso que tinha receio de não conseguir realizar esta meta/sonho/objetivo/vontade, talvez por ser muito longe, talvez por ser um lugar que muita gente queira ir, mas poucos realmente colocam como destino de viagem.
Quando Mirian falou que existia a possibilidade de ir fotografar com Bel e Flávia, não pensei 2x...EU QUERO IR!!! Mesmo sem conhecer as outras 2. Não sabia como, quando, se teria como pedir uns dias de minhas férias, mas ir, eu iria. E fui!!!


Não me arrependo de absolutamente nada, faria e quero fazer quase tudo de novo pois falta muito lugar pra visitar ainda por aquelas bandas. E o lugar é incrível.
Nenhuma foto e nenhum texto serão capazes de descrever o que vivi naquele lugar. Cada pedacinho é visto de forma diferente. Ir ao Morro do Pai Inácio e ver aquela grandeza de cima do “topo do mundo” ou ir logo ali ao pé dele ficar encantada com as pequeninas orquídeas.


Andar, andar, andar e andar por entre pedras e mato até chegar ao Poço do Diabo ou quem sabe se perder no meio do mato tentando achar o Salão de Areia e acabar caindo no meio da Primaverinha com a galera que curte “paz e amor”. Teve também ir até a cidade de pedras num calor da pêga, comprar cactus e descer 6 km por uma estrada também de pedras, mas e ir navegar por um pantanal na companhia de 2 figuras como guias!?



Sem contar pela experiência de passar pela escuridão total da Lapa Doce à transparência das águas na Pratinha. Visitar um cemitério Bizantino, mas ver a vida brotar nas flores da praça de Mucugê e luta pela sobrevivência da Sempre Viva.



E as meninas!? Choramos de tanto rir, voltamos à infância comendo algodão doce e licuri, dividimos hidrotônicos, inventamos histórias, trocamos pneus (quer dizer, eu fotografei a troca), fizemos contas, fizemos este blog e hoje fazemos projetos pra mais viagens (espero que não pare só nos planos).



Valeram as 10h (ida) de viagem por caminhos carregados de caminhões de todos os tipos e motoristas também, a experiência como navegadora e o “se pique, Bel!!” quando nos davam passagem na estrada. Valeu cada dor no corpo sem poder levantar de primeira da cama, cada metro (que parecia quilômetro) andado, cada respiração ofegante, cada sufoco passado. Valeram as mais de 12h de volta com direito a chegar em cima de um guincho e mais ainda o medo de andar naquela coisa, sem contar o de ficar no meio do nada na escuridão esperando o socorro. Valeu chegar em casa e ter que trabalhar no outro dia cedinho toda quebrada.

Isso tudo realmente teve um preço na conta bancária mas em minha vida o saldo positivo foi lá nas alturas.