sábado, 20 de agosto de 2011

MALA ou MOCHILA?

Errr… vamos numa MOCHILAGEM FOTOGRÁFICA, mas eu ainda não tive  certeza de onde levar a bagagem. Mala ou mochila? Na mochila fica tudo embolado, amarrotado… a malinha pequena cabe menos coisa, mas fica mais fácil de encontrar tudo. No mais, as duas têm rodinhas, e não vamos andar carregando mala em lugar nenhum.

Já fizemos uma lista compartilhada do que levar, mas eu fiz uma adaptada pra mim, colocando as quantidades e as especificações. Mas a maior agonia é mesmo o clima. Calor? Frio? Clima desértico com calor de dia e frio à noite? Frio quando se sobe os morros, mesmo tendo sol? Oh, céus… acho que esse negócio de levar roupa pra duas estações é complicado.

Mas são só cinco dias… e já tem uma mochilinha do equipamento fotográfico… acho que vou levar a malinha!

UPDATE: Malinha arrumada! Querem ver a lista? Ah, é segredo!!! Smiley piscando

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dicas

 

Dicas encontradas no site da Pousada Sincorá, em Andaraí, que tranquilizam em alguns aspectos e assustam em outros:

O que trazer

Vestuário: botas [not] ou bons tênis de caminhada [usado], traje de banho, boné, um bom agasalho para os lugares mais altos (trilhas de longo percurso), camisetas e calças de secagem rápida, meias de material sintético [What is it?], capa de chuva [compradas].

Outros: protetor solar, repelente, lanterna (pequena, com pilhas de reserva), câmera fotográfica, baterias sobressalentes para a câmera, muitos e muitos cartões de memória [Rá! Me conte uma novidade!].

Serviços e Recursos Locais

Bancos:  BB – [é o que todas usamos]: Terminal de atendimento em Andaraí, agências em Mucugê e Lençóis.

Farmácias: todas as cidades têm farmácias com medicamentos mais básicos. Traga quantidade suficiente de seus remédios sob prescrição médica, pois podem não estar disponíveis de imediato (as farmácias podem conseguir qualquer remédio num prazo de 2 ou 3 dias). Remédios refrigerados, como insulinas, geralmente são difíceis de serem encontrados. [Nossa listinha de medicamentos já está feita]

Riscos / Atendimento de Emergência: não há hospitais bem equipados na região da Chapada. [Ui!] Algumas cidades do entorno (Seabra, Itaberaba) oferecem serviços médicos e dentários de boa qualidade, embora em nem todas as especialidades. Não existe atendimento abrangente em traumatologia na região; os casos médios e graves são encaminhados a Feira de Santana e Salvador. Não existe serviço de resgate bem equipado ou UTIs móveis na região. Portanto, prevenção! Nas estradas, dirija sempre com atenção. [OK, terei muita atenção.] Nas trilhas, tenha cuidado. Se utilizar o serviço de guias, verifique se têm treinamento e experiência comprovados. Nas cachoeiras e poços, jamais mergulhe de cabeça - as águas naturalmente escuras da região escondem pedras e buracos, constituindo um perigo real.
Atividades como rappel, tirolesa, mergulho, etc: só participe de se tiver treinamento e conhecimento para avaliar o padrão com que esses serviços são oferecidos. [Me inclua fora dessa parte.]
Soro anti-ofídico: embora esteja disponível na maioria das cidades, sua administração não é procedimento simples. Entretanto, não há relatos de acidentes com turistas em trilhas. [Ufa!] A maioria dos acidentes ocorre com lavradores. O risco de acidentes é praticamente nulo com o uso de botas e atenção.

Combustíveis: há postos de combustível pelo menos a cada 80 km. Não há relatos de combustível adulterado, tanto nos postos de redes conhecidas como nos de bandeiras locais. Por não ser uma região produtora, o preço do álcool é bem mais alto do que no Sudeste - cerca de 25% abaixo do preço da gasolina, que por sua vez é cerca de 10% mais alto do que nos centros metropolitanos. [Já vi que vamos usar gasolina, e gastar bem mais do que imaginamos…]

Surpresa pras mochileiras =)

Estava eu em uma bela de manhã de sol em minha moto rumo ao trabalho, quando pensei em fazer uma surpresa pras 3 companheiras de mochilagem!
Decidi fazer no mesmo dia, mas só essa semana pude concretizar:


Pronto!! Agora as mochileiras estão prontas pra aventura, devidamente identificadas por seu avatar criado com exclusividade por Aline (filha de Bel!).

Espero que gostem =)


Flávia - guia maluquete rs

Como Mili já adiantou, ontem fizemos um contato imediato de 3º grau com Flávia para saber algumas informações dela. E talvez tenha sido a parte mais engraçada da reunião...
Para relembrar, segue a sua breve descrição feita por ela mesma:

"Tira onda de guia, mas na hora H sempre se atrapalha e o que era pra ser um simples passeio vira uma verdadeira aventura."

Bel colocou o telefone no viva voz e ficamos ouvindo Flávia falar. Bom, falar ela falava, não só com a gente mas com um monte de gente ao redor dela...
Daqui a pouco, do nada ouvimos alguém "gritar": "....capaceete!!" o.O
Ficamos pensando: "Meu Deus, será que a gente vai precisar levar capacete????" kkk

Aí resolvemos saber onde nos encontraríamos:

"Flávia, você vai nos encontrar onde?"
"Em Palmeiras...vocês não vão estar em Palmeiras?"
"E tem ônibus de SSA pra Palmeiras??"
"Ah, não sei...deve ter"

Outro diálogo interessante:

"Flávia, podemos ir no Poço Azul, em Nova Redenção"
"O que vocês perderam em Nova Redenção mesmo, heim??
Tem Andaraí, Igatú, lá tem um poço..."

Mais uma parada para risada...Tipo, qualquer poço serve, uma cacimba, ou algo do tipo rs

O restante do diálogo foi recheado de palavras desencontradas e conversas paralelas...Mas no final das contas até que conseguimos traçar um roteirozinho para os dois dias finais. \o/

Realmente ontem percebemos que realmente se não tivermos aventura nos 2 primeiros dias, com certeza teremos após a chegada de Flávia!!!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Reunião de pauta



Hoje enfim conheci Bel. \O/

Depois de tantos emails trocados, de tanto planejamento, de tantas pesquisas resolvemos nos encontrar (com participação via telefone de Flávia -este momento merece um post só dele-). Lá fomos eu e Mirian para casa de Bel com os mapas impressos (tudo bem que faltou o comprado na banca de jornal) .

Precisávamos decidir qual o melhor percurso até Lençóis, quais passeios fazer, o que faltava na lista de suprimentos, quando e onde comprá-los, onde iríamos dormir nas 2 últimas noites....enfim, precisávamos resolver o que queríamos.

Ligamos para o Feijão (teve até piada no meio), o guia indicado pela Flávia, mas não conseguimos falar com ele, ou seja, nada de dicas de um profissional (porque a guia amadora que conhecemos é meio que perdida - isto também merece um post- ). Rolou até uma ligação pra fazenda da Pratinha pra sabermos como funciona a visitação, mas boa mesmo foi a explicação da mulher sobre o caminho de Palmeiras até lá: "vai pela carne seca, segue na pista e dobra na placa à direita". A entrada para a Pratinha custa R$ 15, pelo que nos informaram tem coisas legais para se fazer por lá, mas quem quiser algo 'extra' paga-se a parte, como tirolesa (R$ 10) e flutuação no poço da caverna (R$ 20) mas pra tudo isso não existe Mastercard...só cheque e dinheiro. Vê se pode umas coisas dessas? E por aquelas bandas quem domina é o Visa.

Ficou decidido que:

- sairemos de Ilhéus às 4h da manhã
- 1º dia: fazer um tour por Palmeiras
- 2º dia: visitar a Pratinha pela manhã, almoçar por lá, e à tarde visitar o orquidário, museu do garimpo e contemplar o por-do-sol no Morro do Pai Inácio
- 3º dia: fazer uns passeios por Lençóis (esperaremos as dicas de nossa guia amadora Flávia)
- 4º dia: Andaraí e Mucugê
- 5º dia: partir para casa

Qualquer mudança na programação poderá ser feita a qualquer momento.

update: Bel nos passou as coordenadas pra chegar até a casa dela, eu que sou de Itabuna acertei de primeira (liguei só pra saber: direita ou esquerda), minha amiga Mirian deu n voltas até achar o local, isto porque estávamos na varanda acenando, depois dessas de ontem quem ficará com os mapas....sou EU! Eles ficarão com a menos desorientada.

Abaixo umas fotinhas de nossa reunião de pauta que foi encerrada com um belíssimo café nordestino (só não tem foto desde momento).



Planejando...



Para todas as outras coisas não existe Mastercard


Nosso destino

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Passeios–Parte 2

Poço Azul – Esse não podemos perder. Temos mesmo que fazer contato com o guia Feijão, dica de Flávia, telefone já anotado. Vejam o relato de quem já foi:

Localizada no centro do território baiano, na Chapada Diamantina, a cidade de Nova Redenção é banhada pelo rio Paraguaçu (maior rio genuinamente baiano), possui diversos atrativos como o Balneário da Peruca, a Gruta do Roncador, o Lago da Piranha, a Trilha do Socó e a Pedra da Arara, mas sua principal atração é o Poço Azul.

O Poço tem 80 metros de extensão, com duas cavernas de 20 m², mas a flutuação só é permitida na parte da frente, que é delimitada por cordas. Pode-se mergulhar com o auxílio de máscaras de mergulho e coletes para observar as formações rochosas lá embaixo.

O Poço Azul surpreende pela transparência de suas águas e pelo tom azulado que elas têm quando os raios do sol entram por uma fresta na gruta. De acordo com o Guia, elas ficam prateadas em noite de lua cheia. Ao mergulhar o rosto se tem a impressão de estar lá no fundo, a nitidez é tamanha que temos a sensação de poder tocar o que estamos vendo, mesmo com a profundidade que chega a 16 metros. O cenário é encantador e o banho relaxante, infelizmente temos pouco tempo para desfrutar, cerca de 25 minutos para cada grupo de 12 pessoas.

O acesso é facílimo. Alguns metros em uma trilha de terra, uma escada e já se chega no píer construído dentro da gruta, onde podem se preparar para o mergulho.

O sítio em que se encontra o Poço é bem estruturado, com restaurantes, lanchonetes e banheiros à disposição.

Gostei da parte de “o acesso é facílimo”. As fotos que vi do Poço Azul me deixaram com vontade de comprar uma câmera aquática descartável. Juro que se encontrar nas lojas daqui eu compro!

Passeios–Parte 1

Já que Flávia disse que não devemos confiar nela, fui dar uma olhadinha em atrativos da região.

Mapa do Parque da Chapada_thumb[2]
Fiquei meio preocupada com as informações de duração dos passeios e subidas, mas respirei fundo e me alegrei com a descrição do Morro do Pai Inácio:
“A 1.120 metros de altitude, o morro do Pai Inácio descortina a mais bela vista panorâmica da Chapada. São 360 graus de paisagem de tirar o fôlego, ainda mais na hora do pôr-do-sol. Uma subida de 300 metros, vencida em vinte minutos, leva ao topo do cartão-postal, que fica em Palmeiras, a 22 quilômetros do centro de Lençóis.”
Então pensei que podíamos subir o Morro do Pai Inácio logo no dia da chegada, já que vamos chegar em Palmeiras lá pelas 14h. Creio que pegar o por-do-sol lá em cima deve ser uma delícia… Mas depois li sobre o orquidário e a cachoeira:
“Além da vista belíssima, o Pai Inácio também proporciona uma visita ao Orquidário localizado aos pés do morro. Lá são cultivadas centenas de espécies de orquídeas endêmicas, além de várias outras espécies exóticas. Ali também funciona o Museu do Garimpeiro com exposição permanente. O local é uma propriedade particular aberta à visitação, com piscina, banho de bica e uma certa infra-estrutura. Caminhando cerca de 2 km por uma trilha fácil, encontramos a bela cachoeira do Pai Inácio, com seus cerca de 3 m de altura. Ela possui um poço de águas claras e geladas, onde podemos nos refrescar depois de um passeio inesquecível cheio de belezas naturais, histórias, cultura e emoção.”
E pensei que seria melhor fazermos isso no dia seguinte, pra termos mais tempo de curtir tudo isso e tomar banho de cachoeira no final da tarde nem vai rolar, né? Sei que vai ser pouquíssimo tempo pra tudo, então vamos nos organizar pra aproveitar ao máximo as possibilidades. O que acham???